Mídia e Pornografia

A intenção deste curso é apresentar um conjunto de pesquisas em andamento que abordam alguns aspectos das produções contemporâneas passíveis de serem alinhadas em gêneros pornográficos. Os seguintes eixos serão priorizados: certas transformações históricas no olhar ocidental ao julgar as imagens consideradas obscenas; uma genealogia de categorias como “cis” e “trans” para identificar corpos sexualizados; as peculiaridades das “ciberorgias” que acontecem na internet em contraste com manifestações comparáveis dessas práticas em outras épocas ou culturas; conceitos como humilhação, subversão, desejo, abjeção, autopornificação, uberização e pós-pornô. Serão realizadas, também, leituras aprofundadas de algumas referências teóricas que ancoram tais pesquisas.

Bibliografia básica:

BALTAR, Mariana e BARRETO, Nayara. “As pornificações de si em Diário da putaria”. Crítica Cultural, SC, v. 9, n. 2, p. 265-278, jul/dez 2014.

DESPENTES, Virginie. “Pornofeiticeiras”. In: Teoria King Kong. São Paulo: n-1 edições, 2019; pág. 75-92.

DÍAZ-BENÍTEZ, María Elvira. “O espetáculo da humilhação, fissuras e limites da sexualidade”. Mana 21 (1), 2015, pp. 65 – 90.

DÍAZ-BENÍTEZ, María Elvira. “O gênero da humilhação. Afetos, relações e complexos emocionais”. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 25, n. 54, pp. 51 – 78, maio/ago 2019.

GERACE, Rodrigo. Cinema explícito: representações cinematográficas do sexo. São Paulo: Perspectiva/Edições Sesc, 2015.

PRECIADO, Paul B. Pornotopia. São Paulo: n-1 edições, 2020.

SIBILIA, Paula. “O que é obsceno na nudez? Entre a Virgem medieval e as silhuetas contemporâneas”. In: FAMECOS – Mídia, cultura e tecnologia, PUC-RS, Vol. 21, Nº 1 (2014); p. 24-55.

Sobre este curso

CódigoGEC00179
ProfessorPaula Sibilia, Lucas Bragança e Mariah Rafaela Silva
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Pratas da Casa

Tendo sido da primeira turma de Estudos de Mídia, ainda em 2005, confesso que não sabia muito bem o que esperar. Aos poucos, fui desvendando o curso e, no processo, descobrindo meus próprios interesses profissionais e acadêmicos. Em grande parte, isso foi possível graças à flexibilidade da formação e à atenção de professores dedicados e bastante presentes. Durante o mestrado e o doutorado, quando tive a oportunidade de ministrar algumas disciplinas, pude acompanhar o crescimento do corpo docente e o alargamento de assuntos trabalhados ao longo da graduação, fazendo de Estudos de Mídia um curso imprescindível para quem tem interesse em lidar com questões contemporâneas no campo da comunicação.

Lucas Waltenberg Doutor em Comunicação pelo PPGCOM-UFF, sócio da Mistura Digital